quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Não aprendi dizer adeus



"Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.” (2 Timóteo 4:7)




Penso em encerrar este ciclo há algum tempo. Mas faltavam-me palavras, que teimaram em se afastar de mim por alguns meses.

Gosto de escrever. Desde a adolescência. Antes que alguém se antecipe - conheço bem meus amigos consumidores de "palhacitos" -, sim, ainda tenho um colossal trecho a percorrer na estrada do aprendizado e do aprimoramento.

Comecei a arriscar alguns pensamentos em postagens na rede social. No entanto, o espaço era limitado e as notas se perdiam no tempo. Decidi, então, começar este blog, onde poderia desenvolver textos um pouco mais extensos e acessá-los com mais facilidade.

O exercício periódico tornou minha escrita mais fluida. Tive uma boa receptividade. Meus amigos foram-me generosos e teceram-me elogios hiperbólicos, invariavelmente.

No último semestre, minha mente sofreu um apagão. Um bloqueio. Um branco. Um vazio. Blackout, I really had a blackout. Faltou-me vontade e disciplina para sentar em frente ao monitor e rascunhar algumas palavras. Sim, houve uma razão - talvez um dia retorne ao tema.

Durante a existência deste espaço, escrevi alguns artigos voltados ao Direito, que não eram compatíveis com a proposta deste blog. Não faria sentido publicá-los aqui. Havia a necessidade de hospedá-los em algum lugar. Um pequeno problema que reclamava uma solução.

Concomitantemente, minha esposa - que caridosamente é minha revisora, primeira leitora e crítica - anunciou que lhe despertava também o interesse em escrever.

Em razão deste turbilhão de acontecimentos, esta miríade de episódios, é que surgiu, cresceu, amadureceu e sedimentou-se a idéia de começar uma nova etapa literária deste charlatão das letras. Agora, acompanhado - muito bem, diga-se de passagem -, ainda que esporadicamente.

Manterei este blog na rede mundial de computadores, enquanto o domínio blogspot o hospedar. Afinal, a recordação de meus primeiros passos trôpegos merece permanecer indelével no ambiente virtual, com o carinho de quem tirou valiosas lições desta jornada. Ainda tenho dúvidas se vou transferi-los para a nova casa. Era a minha intenção inicial, mas acabei por perder o timing. Talvez refaça o planejamento.

Portanto, conforme já ficou claro nestas mal traçadas linhas, não se trata de um adeus. Apenas um "até breve".

Espero que possam me acompanhar na construção e no desenvolvimento de minha nova casa: "Direito, devaneios e doçura" - um frágil equilíbrio entre o polemista e a ponderada, com algumas pitadas jurídicas. Ou, “As elucubrações do casal coxinha”

Acho que já tem um texto pronto para recebê-los … ou não. (Assim que eu conseguir terminar de montar o blog no wordpress, que parece não querer colaborar com minha nova empreitada)


ATUALIZADO: há um post de boas vindas aqui.


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